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Egon Schiele, o maldito... 
Egon Schiele (1890-1918) foi uma das muitas perdas do mundo das artes com a gripe que arrasou o mundo em 1918 (conhecida como Gripe Espanhola). Falecido com apenas 28 anos de idade teve, no entanto, tempo para se tornar um dos maiores expressionistas austríacos – e do mundo, diga-se! Em crise com os críticos e com a sociedade em seu curto período de vida, esteve inclusive preso por ter feito nus de meninas pré-adolescentes. Revelando uma influência forte de Klimt, o qual era muito mais comportado, Schiele transformou o erotismo em o seu maior tema, tratando a figura humana com uma crueza que só se vê hoje em dia no trabalho de Lucian Freud. Tendo conhecido Klimt em 1907, Schiele, no entanto, logo livrou-se de sua influência e partiu para uma linha independente e anti-clássica, onde os seus traços e suas massas vinham muito mais de uma torrente psicológica e espiritual, do que motivações estéticas. Schiele tinha uma estranha capacidade de após uma longa olhada para o modelo que queria desenhar, simplesmente se voltar para o papel ou para a tela, e não precisar olhar para o motivo novamente. Muitas vezes, simplesmente dispensava a modelo já nos primeiros minutos da sessão, e prosseguia seu trabalho mantendo incrível semelhança com o original, apesar de seu forte estilo pessoal.
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