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O meteoro Amadeo Modigliani
C umprindo o destino dos artistas trágicos, Modigliani também teve uma trajetória de vida com morte prematura, e um “quase” no alcançar da glória antes que a tuberculose o levasse. Nascido em 1884 em Livorne, na Itália e com o carma dos judeus eternamente no exílio, mudou-se para Paris em 1906, onde contemporâneo de Picasso, Soutine e outros mestres que revolucionavam a arte nos primeiros anos do século 20, entregou-se à vida boêmia da Paris de sua época. Sua figura está intimamente ligada a Montparnasse, reduto de pintores como Picasso, Soutine, Henri Rousseau, André Derain, Henri Matisse e Fernand Léger. Considerado o “Príncipe de Montparnasse”, teve a sua arte às vezes sobrepujada pelos escândalos com bebidas e drogas, fato corriqueiro junto aos artistas que tornavam a pobreza, a genialidade e a boemia numa trindade com seus elementos indissoluvelmente associados. As figuras de Modigliani são em sua maioria construidas primeiramente em desenhos com tinta negra, mostrando pescoços, narizes e faces alongados, preenchidos a seguir com cores chapadas, porém fortes e expressivas. Não fazia nenhum esforço para modelar ou dar ilusão de volume às suas figuras. Normalmente começava com os olhos, e conseguia completar uma pintura em poucas horas. Vivendo na miséria a maior parte de sua vida, o seu estilo boemio de viver, pintando e bebendo pesadamente, logo veio lhe cobrar o seu preço. Casou-se aos trinta e quatro anos com uma de suas modelos, chegando a ter dois filhos desta união. Montando seu lar em um pequeno apartamento em Montmartre, ele conseguiu uma vida quase que normal. Todavia, já tinha contraido a tuberculose, que em dois anos o matou. Se durante sua vida os seus quadros eram vendidos por apenas algumas centenas de francos, logo após a sua morte atingiram a marca de muitos milhares de francos. Inevitável destino dos artistas – Ficar rico somente após morrer…
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