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O Grupo Santa Helena
Este grupo foi provavelmente o único grupo de pintores na história do Brasil formado por proletários e que veio a marcar tão profundamente a história da arte no nosso país. Em 1933 um grupo de pintores de parede e decoradores se juntavam nas escadarias da Catedral, na Praça da Sé, aguardando clientes para seus serviços, que sabiam que ali os encontrariam. Eram em sua maioria de origem italiana, e dentre estes trabalhadores estavam Mario Zanini, Paschoal Graciano, e Francisco Rebolo Gonçalves. Rebolo, além de freqüentar este local, também dispunha de um escritório para contratação de serviços de decoração no Ed. Scafuto, na rua 3 de dezembro. O grupo começa em verdade a se formar, quando Rebolo muda o seu escritório para o Ed. Sta Helena na mesma Praça da Sé. Zanini passa a dividir o aluguel com Rebolo, e logo se juntam ao grupo os pintores Aldo Bonadei, Clóvis Graciano, Fúlvio Pennacchi e Manoel Martins. Alfredo Volpi se junta ao grupo, assim como Takaoka, Ottone Zorlini e alguns outros que vieram a formar o Grupo Santa Helena. Os artistas, além de formarem uma cooperativa informal para os seus trabalhos de pintura e decoração, costumavam freqüentar a Sociedade Paulista de Belas Artes em seus cursos noturnos de modelo vivo e, aos domingos, sair para praticar a pintura ao ar livre. A convivência e a igualdade de origens cria uma afinidade entre estes jovens da classe trabalhadora, criando um espírito de equipe, de apoio, troca de idéias, e de coleguismo, fundamental para a formação do grupo. Este grupo se mantém com alguma coesão até o meio da década de quarenta, quando, tal como todos os movimentos, os componentes começam a tomar, cada um, o seu caminho. Não tão valorizado quanto o grupo que compôs a Semana de Arte Moderna de 22, é, no entanto, tão importante quanto ele para a formação do que é a arte hoje no Brasil.
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