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Beirafim

Passo um pente no dia mocho
(nem o sol,
nem retalhos na calçada)
cheiro de cadáveres
um sonho roxo
e fastio

Já não há verbo que me enrede
nas suspeitas ancas desta tarde lassa
nem mentira que me invente
nem Maria
nem Cristina
para a boca bruxa desta baba farta

Cheiro do dia-dia
metade trouxa e hora clara

- Baila um bolero coxo
em meu rosto
a sua luz tão vária

Venta, e a pele engelhada dos
ventos vadia.

Não é a mesma:
fala em arrancos
e se ausenta
Beirafim do dia-dia
 

O-fino-dos-Poemas


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