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Passo um pente no dia mocho (nem o sol, nem retalhos na calçada) cheiro de cadáveres um sonho roxo e fastio
Já não há verbo que me enrede nas suspeitas ancas desta tarde lassa nem mentira que me invente nem Maria nem Cristina para a boca bruxa desta baba farta
Cheiro do dia-dia metade trouxa e hora clara
- Baila um bolero coxo em meu rosto a sua luz tão vária
Venta, e a pele engelhada dos ventos vadia.
Não é a mesma: fala em arrancos e se ausenta Beirafim do dia-dia
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