|
Pois é. Como vou fazer 58 anos no mes que vem, tenho uma longa história...
Sou o Pullen, que por acaso é pintor, cartunista, escritor e poeta. Comecei como cartunista, quando fui em aventura, aos doze anos, à Biblioteca Nacional, e pedi à moça que me arranjasse um livro de caricatura.
Virei logo desenhista também, quando comprei dois livrinhos da Edições de Ouro, um sobre desenho a bico de pena que tenho até hoje, e outro sobre desenho e anatomia (do Victor Perard), que perdi e que choro a sua perda. Está certo que comprei uma outra edição no Ebay, até mais bonita, mas não é a mesma coisa, né?
Não falei ainda, mas nasci no Rio de Janeiro, na Rua das Laranjeiras. Aquilo devia ser lindo quando tinha laranjeiras mesmo! Mas, deu para curtir a bessa, pois ainda era a época do bonde e do grapete.
Em 1962 fui obrigado a colocar meus livrinhos, penas, vidros de nanquim, lápis e papel num caixotinho, pois pegamos um Constelation (era um avião com três lemes, batutíssimo!) e nos mudamos para Brasília.
Aventurão, cara! Não deu mais para desenhar nem nada disso. A coisa só foi voltar já lá prá perto dos 20 anos.
Mas aí eu ouvi falar em uma tal de Cibernética, e me apaixonei pelos Cérebros Eletrônicos. Hoje em dia fala-se “informática” e “computadores”. Formidáveis, mas sem aquele encanto da tartaruguinha do Nobert Wiener (Se você quiser, procure por aí o livro “Cibernética e Sociedade”).
Bem a tal da cibernética, que era a informática, me trouxe de volta para o Rio de Janeiro, onde comecei a árdua profissão de programador de computadores, e, ao mesmo tempo, a produzir desenhos e poemas em massa. Isto foi em 1970, na época dos computadores dinossauros, aqueles de muito tamanho e pouca memória.
Dentre três casamentos e felizes intervalos, com muita poesia e muito desenho vendido, se passou a década de 70. No início dos anos 80 comecei com o negócio do cartum, e dá para ver aqui no site alguns do que produzi naquela época.
Em 1984, já de volta a Brasília, eu estava a sério neste negócio, e publiquei mais de 200 tirinhas no Correio Braziliense. Foi a história de Beirafim, com o Alípio, o Lelé e o Grande Águia.
Pintar? Só levei a cor a sério a partir da década de 90, quando me atirei às telas e às tintas. Pinto até hoje, talvez com um enfoque bastante forte no giclê.
Nesta década, surgiram os contos também. Com muita força, e em sua maior parte, de humor. Também dá para ver aqui no site...
No final dos anos 90, e neste pedaço maluco do atual milênio, as exposições se reproduziram, até a mais recente individual, que fiz na Av.Paulista, alí no Conjunto Nacional, em São Paulo.
E derrepente, BUM! O cartum voltou, e está a toda! Pai Nonô e o Professor Suflet estão aí para testemunhar...
Pois é, é isto, não é?
|