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Nauta

à Carlos, meu irmão


Ser nauta
é como ser a brisa
a viração
que pulsa no peito
e no punho
fremir de alma
adoração

Querer o vento
a nostalgia
a saudade da terra

Cruzar os mares
em desatino
singrar ao léu
desolação

Não dormir nunca!
Mas, se dormir
sonhar

Há que enfunar as velas
Há que querer a sorte
Há que enfrentar convicto
a tempestade
o firmamento
o rugir do tempo
o furacão

Amar
mas ao mar
tão loucamente
amar

Que,
em desvairo e sina
permite
entrega
termina.


 

O-fino-dos-Poemas


. Descendo a Praça
. Saudades da Pafúncia
 . Mênora
.
A mulher improvável
. Terência
. Brincadeiras
. Terras
. Mar tão grande
. Mendiga  Bacana
. O Fio Elétrico
. Silente Mar
. Descendo a Praça
. Tua Mão
. O Despertador
. A Febre
. Rimbaud me visita
. Eu Traidor
. O Teu Fevereiro
. O Dia dos Pássaros
. Amar Cristina
. Soneto de Ivana
. Beirafim
. Reflexos em um Cálice de Vinho
. Nauta
. Eu soube de Você
. O Quadro
. Micro Luyas
. Carta que escreve Nosferatu a Rusalii