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Ser nauta é como ser a brisa a viração que pulsa no peito e no punho fremir de alma adoração
Querer o vento a nostalgia a saudade da terra
Cruzar os mares em desatino singrar ao léu desolação
Não dormir nunca! Mas, se dormir sonhar
Há que enfunar as velas Há que querer a sorte Há que enfrentar convicto a tempestade o firmamento o rugir do tempo o furacão
Amar mas ao mar tão loucamente amar
Que, em desvairo e sina permite entrega termina.
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