|
Da parede, um quadro mira o meu quarto. É uma estrada, e vem dar em mim
Do quarto eu miro o retrato O que é o quê? - Eu me pergunto, e assunto se na paisagem se dependura a moldura ou se tudo é janela entre eu e a pintura que faz um louco de um Oswaldo deitado dentro daquele quadrado
Tudo é igual. Tudo se repassa. O Oswaldo louco me pinta aos poucos: Sou um manso em tons pastéis
Tudo é igual, eu assunto. Quem será que me olha, eu me pergunto por detrás de todos os pincéis?
Onde é a frente? Em que tempo estou? Sou presente, ou me dissolvo? Pinto, preservo, ou me comovo?
No quarto, me mira um quadro. No quadro, um louco me muda um pouco.
|