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Silente Mar

Navega em mim um barco.
Incerto
navega em mim um barco
com velas bufas
e o absurdo destino de Minas Gerais.

Braços abertos, o mastrame
aderna tempo adentro
incerto de rumos e intenções.

Aderna o barco incerto.
Heróis dados à terra contam
de perversos, heroínas malditas
e do gozo de rufiões.

Do mar, ao menos
um temporário aviso de vida:

- O meu ventre gelado ronca,
no abismo onde interrompe e assombra
silentes ritos e ablações.

O-fino-dos-Poemas


. Descendo a Praça
. Saudades da Pafúncia
 . Mênora
.
A mulher improvável
. Terência
. Brincadeiras
. Terras
. Mar tão grande
. Mendiga Bacana
. O Fio Elétrico
. Silente Mar
. Descendo a Praça
. Tua Mão
. O Despertador
. Quebra Cabeças
. A Febre
. Rimbaud me visita
. Eu Traidor
. O Teu Fevereiro
. O Dia dos Pássaros
. Amar Cristina
. Sabiá Cansado
. Soneto de Ivana
. Beirafim
. Reflexos em um Cálice de Vinho
. Nauta
. Eu soube de Você
. O Quadro
. Micro Luyas
. Carta que escreve Nosferatu a Rusalii