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Eu te traio sempre.
Nas conversas que escuto
nas mulheres em meus olhos
naquelas que desnudo

de repente
eu me vire
a me ver
tão diferente

em que por gosto ou por desterro
sejam outros
os seios a caminhar

E neste renovado tempo
quando, mármore e mistério
você dorme em seus segredos
Eu sorvo o desvario e o medo

À noite, à minha cabeceira
o fantasma Rimbaud vem de África

Já não há verbo que me enrede
nas suspeitas ancas desta tarde lassa
nem mentira que me invente

no abismo onde interrompe e assombra
silentes ritos e ablações

que nada vissem
porque na planície beberam os rios
e as folhas em seus monstros de lata

Uma bomba entrearmada
respira lendas
fendas/fendas/fendas

O-fino-dos-Poemas


. Descendo a Praça
. Saudades da Pafúncia
 . Mênora
.
A mulher improvável
. Terência
. Brincadeiras
. Terras
. Mar tão grande
. Mendiga  Bacana
. O Fio Elétrico
. Silente Mar
. Descendo a Praça
. Tua Mão
. O Despertador
. A Febre
. Rimbaud me visita
. Eu Traidor
. O Teu Fevereiro
. O Dia dos Pássaros
. Amar Cristina
. Soneto de Ivana
. Beirafim
. Reflexos em um Cálice de Vinho
. Nauta
. Eu soube de Você
. O Quadro
. Micro Luyas
. Carta que escreve Nosferatu a Rusalii