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À noite, à minha cabeceira o fantasma Rimbaud vem de África com a perna enorme e tumefacta
Ante a visão terrível, assombro-me!
Inominável a ilusão de ser eu mesmo a quem eu mesmo me tomo por Rimbaud
Olho, e me diz nos vítreos olhos o fantasma: - A valia da vida, possibilidade da morte!
Sorte e sina, de eu ver a verdade na soturna arribada que me faz, ensandecido este doido, em súbita risada
Canibal devoro-me no anátema que sou por morto, estar vivo e vivo nos braços de meu fantasma!
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