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Rimbaud me visita

À noite, à minha cabeceira
o fantasma Rimbaud vem de África
com a perna enorme e tumefacta

Ante a visão terrível, assombro-me!

Inominável a ilusão
de ser eu mesmo a quem
eu mesmo
me tomo por Rimbaud

Olho, e me diz nos vítreos olhos o fantasma:
- A valia da vida, possibilidade da morte!

Sorte e sina, de eu ver
a verdade na soturna arribada
que me faz, ensandecido
este doido, em súbita risada

Canibal
devoro-me no anátema
que sou
por morto, estar vivo
e vivo
nos braços de meu fantasma!
 

O-fino-dos-Poemas


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. Saudades da Pafúncia
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A mulher improvável
. Terência
. Brincadeiras
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. Silente Mar
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. Quebra Cabeças
. A Febre
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. Eu Traidor
. O Teu Fevereiro
. O Dia dos Pássaros
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. Reflexos em um Cálice de Vinho
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. O Quadro
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. Carta que escreve Nosferatu a Rusalii