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Terência
Estou assim com uma querência por teu colo o esquerdo em que choro os futuros dias em que por gosto ou por desterro sejam outros os seios a caminhar
Querência muita estou com querência de quebrar lembranças destes dias futuros de secar quebranças da saudade que ainda não veio não sei se da fome ou do gozo ela antes e o outro já posto regaço, veredas, repouso
Dá-me um regalo: pago-te a prenda, Terência!
- Duas gotas de meu choro
Brasília, 2 de julho de 2006
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