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Tratado Geral da Mentira - I
Introdução
Começa que Tratado é mentira. Geral é mentira. E Mentira também é mentira...
Dos Tratados
- Vamos fazer um trato? - Qual? - Se você não me trair eu também não lhe traio... - Topo! Quem é que acredita nessa? O velho Napoleão dizia que os tratados foram feitos para serem rasgados. Tem razão. Vai fazer um trato com um Deputado para ver se ele cumpre... O cara, para ganhar a eleição, vai num cartório e jura que a mãe dele é padre. Jura tudo. Depois... bem, depois é depois, o povo já esqueceu, o cartório pega fogo, o fulano alega razões de estado, e por aí vai. - Trato é trato! É mesmo... Agora, se você disser que o sentido de tratado aqui é outro, então fica valendo a definição do Aurélio: "Estudo ou obra desenvolvida a respeito de uma ciência, arte, ou etc..." - Falou Aurélio! Falta definir a que classe pertence a mentira. - Acho que é multidisciplinar. Mas isto vamos ver ao longo da obra (desde que não se entenda pelo sentido dado pelo Aurélio - Ato de obrar, de defecar, né?)
Dos Gerais
Geralmente, não quer dizer nada. Diz, mas não garante. Se o título desta minha pseudo-obra fosse Tratado Completo da Mentira, daí dava para me encostar na parede. Mas não é. Geral não é completo. Está na classe do geralmente, do assim-assim, do faremos o melhor possível! - Vai doer? - Geralmente, não doi! Pode ter certeza que vai doer prá burro! - O novo funcionário é bom? - No geral, é. Garanto que o que não é geral no caso vai lhe encher o saco!
Da Mentira
- Eu só digo mentira! Viu? Já mentiu. Porque se isto é verdade, então nem tudo que ele diz é mentira. Mas, neste caso, então é mentira, e então ele falou a verdade, e se falou a verdade, então mentiu, daí...
Da Proposta da Presente Obra
Vamos examinar aqui os diversos tipos de mentira, desde a peta até a patranha. Mas veja lá, pode ser mentira minha... E não se esqueça de que estou falando num sentido geral. Também não estou fazendo nenhum trato, e não assinei nada em cartório...
posted by Oswaldo Pullen @ 5:37 PM
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